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Análise de jogo: Badland

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Bandland é daqueles jogos em que o desafio que apresenta inicialmente se transforma radicalmente à medida que vamos avançando e que, com isso, ganha ainda mais interesse. De forma notável, torna-se num dos jogos que mais necessitam de atenção e velocidade nos dedos - tudo isto para cumprir uma missão simples: sobreviver ao final do túnel. Para isso acontecer o jogador vai ter de passar, no entanto, por imensos perigos que só podem ser ultrapassados se se juntar a física dos puzzles à destreza de quem está a jogar.

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Jogabilidade
Tive dificuldades em categorizar este jogo. Pode ser considerado como um side scroller, mas torna-se evidente, a partir de certo momento, que é complicado classificar um jogo que difere de todos os géneros que conheço. Por vezes, parece ser um endless runner, mas há outras em que parece ser um jogo de plataformas.

Resumindo, é um jogo onde controlamos um animal fofinho (com umas mini asas também fofas) que começa a voar consoante o período de tempo que se pressiona. A ideia é não ficar para trás, pois ao ficar fora do ecrã o nosso "protagonista" morre.


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Os primeiros níveis são de relativa facilidade, com o intuito de o jogador se habituar ao peso da personagem e à física dos mapas. Depois começam as rasteiras, pois deixa de ser necessário apenas salvar uma pequena criatura, passando a missão a ser fazer chegar um bando de vários "clones" ao fim do túnel - sãos-e-salvos, claro!

O problema reside na maneira de movimentação do bando: cada vez que se pressiona o ecrã, cada membro dá às asas, fazendo com que uns fiquem em cima, outros em baixo, e muitos para trás, tornando mais aliciante (e complicado...) o desafio.

Quando o jogador começa a tomar o gosto, começa a surgir uma panóplia de power ups: há os que aumentam o tamanho da personagem, há os que diminuem, podendo também ficar peganhentos, saltitões, ou mesmo apresentar uma rotação constante num ou noutro sentido. Este tipo de alterações não são somente visuais, visto que há uma alteração à resposta das personagens consoante o estado em que estão.

Obviamente, e como nem tudo são rosas, há ainda mais um pormenor: cada power up que um membro do bando apanhe, todos os outros membros do bando são afectados. Para ajudar (...) na nossa missão está ainda o facto de, por vezes, não se conseguir apanhar um power up, inviabilizando o avanço no nível e, consequentemente, causando uma ou mais mortes.

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Uma das coisas que me fascinou no jogo foi o facto de que nada nos ensina o que é ou não perigoso, havendo uma aprendizagem ao longo do jogo através do método “morrer para aprender”. Cedo notei que, felizmente, os clones são como que "descartáveis" e, portanto, não há grande problema em perdermos uns quantos numa roda dentada ou, de forma sublime, ficarem esmagados debaixo de uma rocha.

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O jogo consiste em 80 níveis, onde 40 são jogáveis gratuitamente. Infelizmente, estes contam com os habituais anúncios - que neste título são em ecrã inteiro - e que, a partir do 10º nível, não permitem fazer o tão desejado skip.

Confesso que, inicialmente, julguei que o jogo seria algo estático e entediante. No entanto, conforme fui jogando, fui verificando precisamente o contrário, pois fez-me ficar "vidrado" nos vários níveis que fui descobrindo, enervando-me até a publicidade constante.

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O jogo conta também com a vertente multiplayer, que permite até quatro jogadores, ficando cada um com o seu canto e uma cor específica nos bichinhos, sendo que o nível é interminável e ganha quem conseguir chegar mais longe. Claro que vale tudo, ou seja, caso queiramos atirar a personagem de um colega contra uma roda dentada, estamos à vontade…

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Gráficos e performance
As silhuetas, feitas de tinta-da-china, são o que limita os níveis no Badland e esta é a característica que o distingue de outros títulos. O fundo apresenta um amplo contraste, tendo cores vivas e animações suaves, tornando este jogo um dos mais bonitos que já vi. O detalhe colocado no fundo, que se movimenta dinamicamente consoante nos movemos no nível, é extremamente bonito, agradável e dá a ideia de que este titulo 2D tem profundidade 3D.


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Apesar de a parte onde interagimos com o ecrã ser totalmente preta, consegue diferenciar-se bem o que se pretende fazer e os obstáculos de que nos temos de desviar - tais como tubos, raízes, ramos e as míticas lâminas de serras.

Por seu lado, a personagem não é uma silhueta plana, sendo de destacar os olhos, que se movimentam e dão a ideia da "dor" que lhes assiste quando fica entalada. Chega quase a dar um pouco pena de ver quando é trucidada numa serra ou esmagada por uma pedra.

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Em termos de desempenho (este jogo foi testado num Nexus 7 2013), não notei nenhum lag - mas o Badland tem tendência a gastar alguma bateria. Mesmo não puxando muito pelo meu equipamento, noto que há jogos que o fazem aquecer bem mais. Para quem tem Android 4.4, o jogo tem o modo imersivo activado, fazendo com que todas as barras fiquem totalmente escondidas, tomando total partido do ecrã que possuímos.



Conclusão
O Android não foi o primeiro sistema operativo a receber o Badland, mas não parece ser "apenas" mais um port. Os developers implementaram todas as características do recente "Jogos Play", incluindo o modo imersivo e a salvaguarda da evolução do jogo na cloud. O jogo é gratuito e, pelo preço de 2,99€, temos a versão premium (que permite desbloquear totalmente os outros 40 níveis e ficar sem publicidade) ou podemos optar por apenas comprar os níveis extra por 1,99€.

Como nota final afirmo que o Badland merece todo o nosso tempo e com certeza que para mim, é o jogo de 2013. Podes encontrá-lo aqui.


9 Comentários


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